Depois da foto de grupo, saímos do Hotel Astória pelas 14h30m, em direcção à herdade passando pelo Hotel Fonte Santa e ladeando o Rio Erges, entrámos na Herdade pelo portão do Lombão, contornámos o ribeiro do Esconderejo e a barragem com o mesmo nome. A primeira fêmea de Veado, passámos por ela a cerca de 2 metros sem a vermos por entre o mato. Ainda não tinha passado meia hora, quando começámos a avistar os primeiros grupos de Veados.Parecem muito sossegados mas à mais pequena intenção de parar, olhem só o que acontecia...
Fugiam sem nós nos apercebermos porquê. Mais tarde chegámos à conclusão que o barulho metálico do desencaixar dos sapatos dos pedais os assustava, talvés por ser semelhante ao carregar das armas de caça. Ao chegar ao lameiro das queimadas, avistámos um grupo de Gamos e outro de Muflões que não nos deram sessão fotográfica.

Fizemos a primeira paragem na Fonte das Entre Serras, que fica mesmo ao lado do arraial com o mesmo nome. Depois de repormos os líquidos, com a água fresca da fonte, o calor já apertava, fazendo lembrar um dia de Verão, pusemos a conversa em dia e comemos uma barrita, para nos prepararmos para o que tínhamos pela frente.

O Arraial foi em tempos, um local muito importante nesta região, até Capela tinha e tem ainda. Dentro da Herdade chegaram a existir duas escolas primárias. Como o tempo não para, tivemos que nos fazer de novo aos trilhos. Estávamos mais ou menos a meio do percurso, mas com a parte difícil já feita. Saímos em direcção ao Rio Erges, passando pelos arraiais dos Borregos, da Nave Sobreira, dos Calçudos, etc. São muitos os arraiais da herdade, mais de dez.
Ainda antes de chegarmos ao Rio, tivemos ainda um encontro com mais um grupo de Veados.
Uma coisa que abunda bastante também, são os ribeiros, que nos proporcionam situações bem divertidas com esta que desfrutámos na Ribeira da Nave. Com o calor que fazia, até já apetecia chapinhar, embora a água estivesse fresquinha.
Primeiro o Paulo, que por pouco não ia à água...
Depois o Nelson que atravessou como um PRÓ.
Apanhámos de seguida uns trilhos espectaculares, feitos pelo gado, mesmo ao lado do Erges, durante alguns quilómetros.
Depois desses trilhos planos, fizémo-nos à ultima parede do dia, ou da noite, pois já estava a anoitecer quando chegámos ao Hotel Astória com a barriguinha cheia de bons trilhos, belas paisagens e de caça com cerca de 45 km e cerca de 950m de acumulado.
Com esta Natureza toda à disposição, lançaram-me um desafio de organizar um Safari de Bike, que em principio será guiado. O percurso maior já está levantado, falta o mais pequeno para os que estejam menos preparados.
Até lá fiquem bem, pedalando...





Às nove horas saímos para aquilo que eu posso e devo chamar um passeio cinco estrelas. Desde o percurso, os abastecimentos, os banhos, até ao almoço, tudo impecável.













Lá se foi uma das justificações dos oponentes à mudança do ponto de encontro para as Docas. O remédio era voltar para trás, e atravessar no cruzamento da variante, que eu pessoalmente, considero perigoso, devido à fraca visibilidade e à alta velocidade a que passam muitos carros.


Entramos na cidade pelas Fontainhas onde parámos numa garagem onde matámos a sede com o liquido precioso
Foram cerca de 45 Km de lama, água, boa disposição e camaradagem. Para ver as fotografias todas de Sábado basta clicares no link 

Passámos pelo monte da 
Tomámos o café rápido no bar do clube da Póvoa de Rio de Moinhos, onde aproveitámos para comprar algum pão para acompanhar as "Caganitas de Ovelha" e os "Chocalhos". Duas especialidades de queijo, de ovelha e cabra respectivamente, da Tapada das Sortes.
Daqui para frente, foi meter a 


Chegados ao Ribeiro, do lado de cá havia caminho, do lado de lá nada. As imagens do Google earth têm destas coisas, estão muito desactualizadas, 2005. O mato cresce muito durante esses quatro anos, que o digam os doze Betetistas. Penso que não houve nenhum que não tivesse praguejado, quando o mato prendia as rodas das bikes.
Bom com algum trabalho lá descobrimos o caminho, com mais uma daquelas descidas, que só é pena acabar em subida, para a Ribeira da Caraptosa que atravessámos em direcção à povoação com o mesmo nome. Á saida da Caraptosa, cruzámo-nos com o Pequito e o pessoal de Vila Velha de Rodão, que estavam a fazer o levantamento do percurso dos Trilhos da Açafa.
