Deviam pensar que não iria postar, mas enganaram-se. O trabalho é que tem sido muito, e isto de Blogs, cada vez mais me convenso que é para quem tem tempo. A parte deste desabafo, as saudades eram mais que muitas. Tantas, tantas, que nem a Maria conseguiu evitar que o fim de semana passado fosse dedicado ao BTT. Tudo começou na sexta feira com o desafio do Mike e do João Valente, para uma voltinha light no sábado, pois tínhamos um elemento novo no grupo. Como a vontade era tanta, nem era preciso dizer mais nada a não ser onde nos encontramos?
Lá se foi uma das justificações dos oponentes à mudança do ponto de encontro para as Docas. O remédio era voltar para trás, e atravessar no cruzamento da variante, que eu pessoalmente, considero perigoso, devido à fraca visibilidade e à alta velocidade a que passam muitos carros.
Saímos dos Escalos de Cima, direcção aos depósitos da Lousa passando pelo vale do Lobo para entramos nos Escalos de Baixo pelo Cemitério.
Entramos na cidade pelas Fontainhas onde parámos numa garagem onde matámos a sede com o liquido precioso Sagrespam e demos uma mangueirada nas bikes, pois no dia seguinte era dia de pedalar também.
Foram cerca de 45 Km de lama, água, boa disposição e camaradagem. Para ver as fotografias todas de Sábado basta clicares no link http://picasaweb.google.pt/abilio.fidalgo/20090207?feat=directlink.

Saímos em direcção à Santa Casa da Misericórdia, contornando a rotunda, saímos na terceira saída, apanhando uns trilhos, para mim a estrear, que vão atravessar a variante do Modelo para a quinta das violetas, junto à Cova do Gato. Nesta zona avistámos 4 companheiros do pedal, que não identificámos de imediato, mas que ao aproximarmos-nos descobrimos que era a nossa malta da Pires Marques, Nuno Eusébio e Pedro Barroca, mais à frente seguindo por outro trilho ia o Silvério e Cabaço, segundo nos informaram. Como os trilhos não eram os mesmos, cada um seguiu pelos seus.
Passámos pelo monte da Massana e descemos à ponte do Rio Ocreza. Seguimos pela estrada para a Senhora de Valverde, largando mais uma vez o alcatrão e entrámos em terra, nuns trilhos que eu gosto muito, pela velocidade e pelas curvas que apresenta. Na ponte da Ribeirinha apontámos azimutes para a Povoa de Rio de Moinhos, passando pela subida das três toneladas.
Tomámos o café rápido no bar do clube da Póvoa de Rio de Moinhos, onde aproveitámos para comprar algum pão para acompanhar as "Caganitas de Ovelha" e os "Chocalhos". Duas especialidades de queijo, de ovelha e cabra respectivamente, da Tapada das Sortes.
Daqui para frente, foi meter a taleiga porque estava a fazer-se tarde para a hora que estava marcado o encontro, e já cheirava a queijo. Passamos por trilhos novos, mais uma vez para mim a estrear.
Eis que chegámos à Tapada das Sortes, propriedade pertença do meu compadre Jorge Silva, com cerca de 15 minutos de atraso, e com o Jorge já à nossa espera. Esperámos cerca de mais 15 minutos, mas como o pessoal do Roberto não chegava e nós estávamos a arrefecer, resolvimos aceitar a sugestão do Jorge, que nos levou até à mesa onde se encontravam as delicias de queijo acompanhado de umas queijadas de requeijão e o vinho. Tudo caseiro. Aguardámos um pouco mais, mas como o resto do pessoal não chegava, resolvemos alterar um pouco a nossa rota para nos encontrarmos com eles no caminho.

Não sei se pela vontade de chegar se pela fome não houve tempo para grandes conversas. Foi pena não nos encontramos na Tapada. Desde já peço desculpa ao Roberto, mas o pessoal estava a arrefecer muito e estava a fazer se tarde.

Chegados ao Ribeiro, do lado de cá havia caminho, do lado de lá nada. As imagens do Google earth têm destas coisas, estão muito desactualizadas, 2005. O mato cresce muito durante esses quatro anos, que o digam os doze Betetistas. Penso que não houve nenhum que não tivesse praguejado, quando o mato prendia as rodas das bikes.
Bom com algum trabalho lá descobrimos o caminho, com mais uma daquelas descidas, que só é pena acabar em subida, para a Ribeira da Caraptosa que atravessámos em direcção à povoação com o mesmo nome. Á saida da Caraptosa, cruzámo-nos com o Pequito e o pessoal de Vila Velha de Rodão, que estavam a fazer o levantamento do percurso dos Trilhos da Açafa.













Depois da subida para os Pereiros, seguiram-se uns trilhos espectaculares em direcção a Vilares de Baixo. Mais uma descida para a Ocreza, e a adrenalina a subir novamente. Como não há uma sem duas, vai de molhar outra vez o pezinho. Desta vez foi quase até ao joelho. Que jeitão me deram as meias sealsink, aquelas que alguém chamou de galochas.

Ainda houve tempo para molhar o bico na Taberna Seca, que afinal não está assim tão seca, pelo menos Sagrespam tinha, e por alguma escrita em dia, não tivéssemos nós acabado mais uma subida.













