segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

RDA

Reparei há uns meses que o blog está algo parado no que respeita a comentários sobre passeios, voltas de diferentes qualidades: Extreme, domigueiras, lights, VSLSS, a solo, em grupo, etc e foi por isso que eu, que ultimamente tenho virado a minha cor para o transparente, me decidi a escrever quatro parvoíces sobre este agradável passeio que desfrutei no último domingo.

Mas o que e isso do RDA, pá? República Democrática da Alemanha? Ruas Da Almaceda? Rolos De Ananás?... É difícil dar um significado certo, pois como já podem supor, as tais letrinhas tem várias leituras:
  1. RDA = Rota Do Azeite: Rota muito interessante que teve a sua 4ª edição no dia 19 de Fevereiro e como a ACIN já nos têm habituado foi simplesmente espectacular: paisagens, trilhos, sorrisos, trabalho bem feito e que mostrou como ano trás ano, o bom ainda torna-se melhor (só falta aquela paella na barragem...).
  2. RDA = Rota Da Adrenalina: pois era adrenalina o que as nossas suprarrenais segregavam ao ver aquelas subidas de vertigem, quase a 3 Kms/H antes de entrar em Proença e mesmo aquela horrorosa subida do Cemitério (Em resposta às minhas observações, um conhecido membro da organização já nos disse que para o ano a subida será algo mais acessível, pois parece que a Troika e a Moddy´s vão baixar a qualificação da região ficando assim mais perto do nível do mar).
  3. RDA = Rota da Atenção: Pois era preciso estar mesmo atento aos tiros de espingarda que ouvíamos perto do trilho, assim como aqueles gritos de “Solta o Jaavaaalííííí!!” e os bruscos movimentos das estevas que faziam pressagiar a aparição de um daqueles suínos perseguidores dos telemóveis TMN (eu, que também tenho um daqueles, confesso que não fui o único a tremer em cada curva). Até o Zé Manel caiu ao chão numa daquelas ocasiões em que por andar muito atento a “alguns acessórios dalgumas bicicletas” esqueceu-se de olhar para o trilho...
  4. RDA = Rota De “Ainda há porco”?: Sim, aquele era o nosso objectivo que já na “Zegarrinha” (Carrinha “ciganinha” do Zé) o Paulo João, o Zé Manel, o J Duque e eu nos tínhamos marcado nessa madrugada (7.30 horas, nada menos): chegar até o porco, sem cairmos muitas vezes, inteiros e algo esfomeados e depois... depois já veríamos. Dito e feito: o porco já tinha várias costelas à mostra e o focinho já lá não estava, mas conservava ainda boas carnes que as obsequiamos como só elas mereciam: com um lugar privilegiado dentro de nós, não muito longe do coração (se calhar um bocadinho mais abaixo, se os meus conhecimentos de anatomia, tão escassos, não me falham).
  5. RDA = Rota Do Alzheimer: pois foi aquele alemão quem fez das suas: primeiro desapareceu um conta quilómetros e uma câmara de fotos, depois uns óculos deslizaram-se até o chão, ao pé do porco (porque seria?), continuou a esconder uma toalha de banho, uma camisola polar, umas calças de ganga e... até virou umas cuecas ao contrário!!!! O Zé, que sabe muito destas coisas, tem um remédio santo: a Magnesona de 12 em 12 horas (eu já a estou a tomá-la de 6 em 6...).
  6. RDA = Rota Dos Aromas: (em espanhol: “de los jumeles”), pois foi com um bom perfume que ficou a carrinha que transportava aos ciclistas desde Proença até a Idanha para tomar o banho. Penso que o motorista (coitado dele) ainda deve estar a fazer oxigênioterapia (a carrinha não tinha janelas com abertura manual) e o veículo deve ter ido à sucata pois com certeza é mais fácil comprar uma carrinha nova do que tirar aquela “perfumaria” malcheirosa.
  7. RDA = Rota Da Amizade: pois foram muitos os que nos cumprimentaram ao início e durante o percurso todo, lá na cauda do pelotão, e até no fim, ficando pessoalmente com duvidas se o Pinto e o Fidalgo só apareceram para almoçar (he,he,he). Obrigado Rui (aos 2), Elodie, Alfredo, Bruno, Ricardo-Xicobombas, Carlos, Canyonistas com e sem nome, amigos de Salvaterra, “pastores” de Cilleros e outros que nos deram a sua ajuda e que não recordamos o vosso nome. Para todos o nosso bem haja.
Tranquilos, não vou escrever mais desta vez.... se calhar só daqui a uns anos. Vemo-nos nos trilhos, lá na cauda do pelotão (e nos abastecimentos, por suposto). Beijokas.

PS: não temos fotos, pois o alemão já tratou disso, mas mesmo assim, sabem que isto de tirar as fotos em andamento não é o meu, e que a minha cabeça ainda não tem porto USB para descarregar as imagens, assim que fica para outro dia.

4 comentários:

FMicaelo disse...

Eeheheh boa reportagem! Já deu para rir.
Vá, eu faço uma oferta pela Zegarrinha!
Quanto ao Fidalgo tenho a certeza que foi ao almoço.... espreitaram junto ás cozinheiras se ele não andava por lá? E junto á torneira das imperiais?

Continua CLI, faz mais destas.... eheheheh

JValente disse...

Se este homem faz um blog... mete-nos a todos num cantinhoooooooo!

CLI... keep going, nessa escrita!

Zegarrinha, demais!!!
Ehehehehe....

Fidalgo disse...

Concordo com o Mike, o Fidalgo foi com certeza ao almoço, a esse petisco ele não faltaria. Já o Pinto, esse de vez em quando dá-lhe para as dietas!!!Ehehehe!!Gostei muito do que li, saíste-te bem. Continua a escrever, que eu para além de ir ao almoço, prometo ler a reportagem!!!Eheheheh!!!Um abraço.

CLI disse...

Olá Fidalgo!!! Como já tinha dito, só volto escrever daquí a uns anos!!!

Um abraço