segunda-feira, 16 de novembro de 2009

III Rota do Medronho 2009

By Pedro Marquês
Pois bem, esta foi a minha primeira vez neste passeio organizado pela Pinhal Total, na localidade de Oleiros. O encontro matinal foi junto à casa do Agnelo, onde compareceu o Fidalgo e eu. Antes de partirmos, por volta das 7h30 tomámos o belo cafezinho na Padaria Montalvão junto ao modelo. Chegados a Oleiros já havia quem andasse em aquecimentos... tal era a vontade de passar por tal calvário... levantamos os dorsais sem problemas e fomos até ao pavilhão municipal deixar as viaturas para depois no regresso tomarmos e belo banho.

A partida para o começo do passeio deu-se à hora marcada, às 9h00. Sabíamos antemão que este passeio não iria ser fácil tendo em conta o acumulado disponível no site da Pinhal Total (1850mts). Passados cerca de 1 ou 2 kilometros e estavam elas... as ditas subidas, pois mal deu para aquecer. Como eu queria ir à volta dos 70kms desmarquei-me do Agnelo e Fidalgo, e querendo tomar outro ritmo, em pouquíssimo tempo comecei a sentir-me emperrado... parecia que as pernas não queriam acordar. Arrancamos sem aquecimento e as subidas surgiram logo no início, daí as pernas não estarem a responder... comecei logo a pensar... "ao km 23 + ou - vou para a volta dos 40kms... não vou aguentar isto", dizia eu...

O primeiro posto de abastecimento surgiu pouco tempo do inicio do passeio, talvez depois de uns 10kms quando surgiu a primeira descida, a paragem foi obrigatória. As minhas pernas pareciam já ter uns 50kms em cima... cada vez tinha mais a certeza que iria fazer só os 40kms. Depois deste abastecimento seguiu-se mais uma subida, que no final desta seria a divisão dos dois percursos, com mais um posto de abastecimento. Pouco antes desta paragem já vinha determinado a fazer a voltar para os 40kms, no entanto, enquanto comi uma banana veio a força e a determinação, e então... bora lá, foi para isto que eu cá vim... e lá fui eu para a volta dos 70kms. Comecei logo com uma parede de 2km cuja pendente, só visto... vejam o gráfico... vento forte e nevoeiro no cimo deste monte com as eólicas a laborar a alta velocidade e a produzir o seu som estremecedor sem se conseguir ver as pás.

Aos 28kms mais umas descidas para aliviar as pernas... foi a partir daqui que me senti com o aquecimento feito e as pernas a começarem a trabalhar melhor... afinal ainda havia garra para o que havia de vir. Entre o km 28 e o 38 penso que terá sido a parte mais bonita do percurso, pois este desenrolou-se num vale ao lado da Ribeira da Isna,... engraçado recordar esta ribeira onde já tinha passado um dia de kayak quando esta ía em cheia. Passamos diversas aldeias perdidas entre vales e encostas íngremes, muitos singletrakcs por meio de hortas e casinhas de campo. Confesso que este percurso não era nada fácil... muito técnico e exigente fisicamente...muito duro. Por volta do km38 tivemos o ultimo abastecimento antes da derradeira subida, com cerca de 9km contínuos de subida... nem vos digo nem vos conto... não sei onde fui arranjar forças. Fica na vossa imaginação como terá sido... a isto acrescentem vento forte e nevoeiro.

Chegando ao todo do monte e quando comecei a descer ainda estava na dúvida se seria já mesmo para descer ou se era apenas uma miragem... tal foi o empeno... já me doía tudo e nem sentado conseguia estar depois de tanto tempo sentado durante a subida. Acho que me custou tanto a descida como a subida. Já não tinha posição para estar... a descida era acentuada, a velocidade era grande, piso com muita pedra, curvas enganchadas, travagens bruscas, enfim... tudo o que uma descida pode trazer. Por fim cheguei ao fundo de um vale que iria terminar em Oleiros, onde se seguiu por um estradão ligeiramente inclinado onde deu para rolar a uma boa velocidade e onde o cheirinho a "meta" já se fazia sentir. Um pouco antes de entrar em Oleiros a organização escolheu uns trilhos lindíssimos junto à Ribeira que passa nesta localidade, que julgo chamar-se "Pero Beques". Por fim entrei no asfalto e terminei a volta onde ela começou, em frente à Câmara Municipal em 4h20min. Segui-se a lavagem da bicicleta no quartos dos bombeiros e o belo do banho quentinho e bem merecido. Depois do banho seguiu-se o almoço que estava um luxo. Tivemos direito a umas belas entradas, com uns aperitivos, e como não poderia faltar o tão afamado medronho para quem aprecia. O almoço foi jardineira, sopa, bebidas qb e sobremesa.

Feito o rescaldo, pode-se dizer que foi um passeio agradável, bonito, mas muito muito duro...

A quilometragem que referi aqui foi com base no gráfico fornecido pela organização que anexo. Segundo um bttista que levou GPS o acumulado era de 1948mts. Eu pessoalmente não faço ideia quantos kilometros percorri, porque não levei conta-kilometros por este estar avariado.

Para o ano há mais... parabéns á organização, à qual nada há a apontar.

Fotos não tirei nenhuma, mas certamente que o Fidalgo e o Agnelo, a seu tempo irão publicar as que eles tiraram.



By Abílio Fidalgo

Com a devida autorização do Pedro, aproveito o Post dele para fazer o relato do que foram os cerca de 40 km do percurso pequeno pelas serras de Oleiros. À semelhança do que aconteceu com o Pedro, eu também senti as pernas bastante presas, talves resultado de ter descansado pouco durante a noite, talvés por não ter tempo para aquecer antes de começar a subir, ou até pelo facto de o percurso ser quase todo em subida. Afinal foram cerca de 1000 metros de acumulado em 40 km.

Bom mas mudando de assunto, penso que a opinião era unanime, o percurso tinha paisagens espetaculares, terrenos que nunca tinha pisado, belissimos singles dentro de hortas e latadas,



passagens por zonas de castanheiros, que eu aprecio em especial nesta altura do ano, e me faz lembrar a minha terra.


Já deu para perceber pelas fotos, quais os membros deste grupo que resolveu fazer o percurso pequeno. Todos menos o Pedro que nos deixou logo no inicio, representando o BTT Castelo Branco nos 70 Km. Ficámos Eu, o Agnelo e o Hugo Caldeira para os 35. Contámos ainda com a companhia dum colega do Hugo, o Rui, o tal que deixou roubar um braço da suspensão da frente (Ehehehe....). Fomos subindo cada um ao seu ritmo (o meu não sei porquê é sempre o mais baixo), o Agnelo lá ia tirando umas fotos, o Hugo e o Rui comiam uns medronhos enquanto esperavam por mim. Todos sabem que as subidas não são o meu forte.




Passámos o primeiro abastecimento e sempre a subir. A paisagem cada vez era mais abrangente, vantagem de andar lá por cima, perto das torres eolicas. Apenas um senão o nevoeiro que nos turvava a vista. Descidas nada, ou eram tão pequenas que nem dava para tomar o gosto.

Com a chegada ao segundo abastecimento, a esperança que trazia comigo, tornou-se realidade. Afinal tanta subida, tem que dar em descida. E chegou então a descida, sim porque para mim foi só uma, a final, para acabar em beleza. Fomos ainda presenteados, depois dessa descida, com um estradão, onde deu para meter a taleiga e rolar como gosto. Para finalizar uns singles pelas hortas e ribeira que passa por Oleiros. Um final que fazia esqueçer o empeno das subidas.



Em conclusão, posso dizer que valeu a pena, o percurso estava perfeito, abastecimentos quanto basta, nem sequer parei no segundo. Banhos de água quente, pelo menos para nós, que fomos os primeiros quatro, a servir-nos das entradas e no almoço. Agradeço aos meus companheiros de percurso pela companhia, boa disposição e pelas esperas. Agradeço também ao Pedro pela boleia e felicito-o pelo brilhante sexto lugar.
Venha o próximo, o INVERNAL da GUARDA, já com os dois Fidalgos, o pai e o filho.
Para ver todas as fotos basta clicar numa.
Fiquem bem.
Abílio Fidalgo.

8 comentários:

FMicaelo disse...

Ora aqui está uma exclente voltinha. Pena minha que apesar de inscrito não consegui conjugar os horários para poder ir fazer parte do lote de empenados....eehehhehe

Excelente relato, mas... a malta quer mesmo é fotos! Paparazzis de serviço mostrem lá o que valem!

Agnelo disse...

Boas. O Fidalgo resumiu em poucas palavras o empeno que apanhou e as "horas" que estive à espera dele, hehehe. Ao contrário dele e do Pedro senti-me bastante bem, apesar de não ter dormido muito. Deu para dar uns "esticões" nas subidas e fazer o gosto ao dedo. Fiquei com pena de não ir aos 70 kms mas realmente o dia não estava para isso. Fidalgo, agora que já bebes coca-cola vais começar a andar mais??? hahaha. Aja boa disposição.
PS: Já postei no meu blog ontem.
AQ

Migueliuspt disse...

Antes de mais o meu obrigado pela companhia...
À semelhança do que já foi referido, partilho da mesma opinião, foi um passeio durinho e as pernas demoraram a obedecer... para mim foi só a seguir ao 1º abastecimento pois... até lá...foi mais complicado.
No entanto o passeio foi 5 estrelas... desde companhia bem disposta a belas paisagens, houve de tudo...
P.S. - As fotoreportagens estão muito boas.

Rui Alves

Gonçalo disse...

Obrigado pessoal pela vossa participação Sem vocês nada disto teria sido possível.

Sempre que quiserem apareçam por Oleiros, quem sabe para ir fazer a parte da volta dos 70 que é muito bonita.

Apareçam sempre que quiserem por Oleiros.

Apareçam.

Logo que possa colocarei as fotos no meu blog

Boas Pedaladas e Bons Tralhos

Gonçalo Fernandes

Rui Lourenço disse...

Ainda bem que gostaram da volta aqui para o lado do Pinhal!
Quanto às subidas, devo dizer-vos, agora que tenho andado uns Kns aqui para estes lados, que o meu recorde mínimo de acumulado aos 40Kms é de 800m! não há hipótese, ande lá por onde andar...
Quanto ao convite do Gonçalo parece-me bem! Mas vamos a ver se ele o o Carlos tratam de arranjar uma adega para almoçarmos lá para o lado da Isna!
Grande Abraço

Abílio disse...

Pareçe-me bem essa da adega ou cabrito estonado, também não era mau. Por mim vamos nessa.

JValente disse...

Quando??? Quando???´
Quando???

JValente disse...

Quando???
Quando???